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Informações Úteis

FAQ’S OTC’S

1 - O que são vitaminas?

“Vita” em latim significa “vida” e “amina” corresponde a “compostos orgânicos com azoto”.

As vitaminas são compostos orgânicos fornecidos pelos alimentos ou suplementos, necessários para o bom funcionamento metabólico e que não são produzidos pelo organismo – aporte exógeno.

A deficiência vitamínica pode ter várias origens: dieta inadequada, necessidades acrescidas como gravidez, prática de desporto, stress ou absorção comprometida.
As vitaminas podem ser de dois tipos: lipossolúveis (A,D,E,K) – necessitam de lípidos para a sua absorção ou hidrossolúveis, que são rapidamente metabolizados pelo organismo e o excesso eliminado pela urina.

2 - O que é a Dose Diária Recomendada (DDR)?

É a dose média diária que corresponde aos requisitos de nutrientes de quase todas as pessoas saudáveis, numa idade e género específico. Também tem como objectivo prevenir doenças crónicas tal como a osteoporose e doenças cardíacas, onde aplicável. As DDR podem variar largamente entre países, devido a mudanças nos hábitos alimentares, clima e outros factores localmente importantes.

3 - O que é o Própolis?

Substância resinosa produzida pelas abelhas e usada na selagem da colmeia.
Devido às propriedades antimicrobianas ajuda a manter a colmeia livre de germes.
Acção antioxidante, anti-inflamatória, antibiótica e imunoestimulante.
Estudos in vitro demostraram eficácia contra o vírus Influenza, vírus herpes simplex, bactérias orais e alguns parasitas intestinais.

4 - O que é a homocisteína?

Surgindo no nosso organismo como um produto do metabolismo da metionina, a homocisteína é um aminoácido natural, de existência efémera, que se converte em outro aminoácido chamado cistationa. Se esta rota for correctamente seguida, não há qualquer prejuízo para a nossa saúde. No entanto, para este processo ocorrer, são necessários co-factores naturais que regulam essas reacções: vitaminas B6 e B12 e ácido fólico.
Devido a uma má nutrição — especialmente nos idosos—, ao esgotamento do solo, industrialização excessiva dos alimentos e baixa concentração desses elementos na dieta, um número incontável de pessoas apresenta deficiência dessas substâncias.
Diante dessas deficiências, o nosso organismo passa a acumular homocisteína, sendo hoje considerada um dos indutores da oxidação do colesterol, aumentanto o risco de doença cardiovascular.

5 - O que é a Coenzima Q10?

Também chamada ubiquinona, do latim ubique que significa omnipresente. É assim chamada porque está presente em quase todas as células do organismo. Localiza-se nas mitocôndrias, participando no processo de produção de ATP (energia).
A coenzima Q10 tem uma acção antioxidante, protegendo o colesterol da oxidação, reduzindo assim a sua deposição a nível dos vasos sanguíneos.
Tal como o colesterol, a coenzima Q10 é produzida no fígado onde as 2 substâncias partilham uma mesma sequência bioquímica. As “estatinas” medicamentos que baixam os níveis de colesterol inibem a produção de colesterol mas também de Coenzima Q10, com consequências a nível cardiovascular.

6 - O que são probióticos?

Probiótico = “pró-vida” = “a favor da vida”
Microorganismo vivo (bactéria ou levedura) que quando ingerido em quantidades adequadas tem um efeito funcional e benéfico no organismo.
Para serem definidos como probióticos têm de:
– alcançar o local de acção no intestino em quantidade suficiente
– serem capazes de sobreviver à acidez do estômago
resistentes ao ácido biliar dos intestinos

7 - Quais os benefícios dos probióticos?

– Promovem a recolonização da flora intestinal.
– Aumentam a resistência natural a doenças infecciosas do tracto gastrointestinal (diarreia do viajante, associada a antibióticos…).
– Efeitos benéficos nas doenças inflamatórias intestinais e em outras doenças gastrointestinais (doença de Crohn, colite ulcerosa, gastrite…).
– Aumentam a tolerância à lactose.
– Produzem substâncias que inibem o desenvolvimento de bactérias patogénicas.
– Inibem a adesão de bactérias patogénicas ao intestino.
– Favorecem o sistema imunitário.

FAQ’S GENÉRICOS

1 - O que é um medicamento genérico?

Na definição do Estatuto do Medicamento, Decreto-Lei n.º 176/2006, de 30 de Agosto, um medicamento genérico é um “medicamento com a mesma composição qualitativa e quantitativa em substâncias activas, a mesma forma farmacêutica e cuja bioequivalência com o medicamento de referência haja sido demonstrada por estudos de biodisponibilidade apropriados”. O medicamento genérico é identificado através da substância activa que o compõe, da dosagem e da forma farmacêutica, seguido do nome do titular da autorização de introdução no mercado (AIM) e exibe na embalagem a sigla “MG” (Medicamento Genérico).

2 - Como reconhecer um medicamento genérico?

Os medicamentos genéricos são identificados pela Denominação Comum Internacional (DCI) das substâncias activas, seguida do nome do titular da AIM, da dosagem e da forma farmacêutica e da sigla MG, inserida na embalagem exterior do medicamento. Entende-se por DCI, a designação adoptada ou proposta pela Organização Mundial de Saúde para substâncias activas de medicamentos, de acordo com regras definidas, que não pode ser objecto de registo de marca ou nome, conforme lista publicada periodicamente por esta organização. Na ausência de DCI das substâncias activas, o medicamento é identificado pelo nome genérico (designação pela qual a substância activa de um medicamento é conhecida, que não corresponde a uma DCI aprovada ou recomendada, e não é objecto de registo de marca ou de nome).

3 - Como são prescritos os medicamento genéricos?

São prescritos pela DCI das substâncias activas, seguida da dosagem e forma farmacêutica, podendo o médico acrescentar o nome do respectivo titular da AIM.

4 - Quais são as vantagens dos medicamentos genéricos?

São medicamentos cujas substâncias activas se encontram no mercado há vários anos e que, por essa razão, apresentam maior garantia de efectividade e permitem um melhor conhecimento do respectivo perfil de segurança.

Apresentam a mesma qualidade do medicamento de referência, traduzida na demonstração de bioequivalência, através de estudos de biodisponibilidade.

São 35% mais baratos do que o medicamento de referência, com a mesma forma farmacêutica e igual dosagem (Portaria n.º 577/2001, de 7 de Junho), o que se torna uma vantagem económica para os utentes, porque estes medicamentos são substancialmente mais baratos do que o medicamento de referência, e para o SNS porque permite uma melhor gestão de recursos disponíveis. Esta vantagem económica dos medicamentos genéricos é reforçada, no caso dos utentes do SNS, pelo sistema de preços de referência. O sistema de preços de referência assenta no princípio de uma comparticipação de valor fixo por parte do SNS, sendo a parte do preço que excede esse valor fixo paga pelo utente. Daqui decorre que, tendo os medicamentos inovadores um preço superior, e sendo o valor de comparticipação fixo, há um maior encargo absoluto para os utentes quando adquirem um medicamento de marca do que quando adquirem, em alternativa, um medicamento genérico.

Por terem um custo mais baixo têm um papel crucial na acessibilidade ao medicamento e na adesão à terapêutica e na sustentabilidade do sistema nacional de saúde.

5 - Qualidade, segurança e eficácia

A avaliação técnico-científica constitui a base da concessão das AIM (Autorização de Introdução no Mercado) de medicamentos de qualquer tipo, seja medicamentos “inovadores”, isto é, com base em novas substâncias activas, seja medicamentos genéricos. O sistema de avaliação/ regulamentação de base científica que está generalizado a toda a União Europeia assegura que todos os medicamentos que são introduzidos no mercado cumprem os mesmos requisitos de qualidade, eficácia e segurança e que a avaliação de medicamentos genéricos, como a de todos os outros, assenta em princípios científicos sólidos. Para além da documentação relacionada com o desenvolvimento, produção e controlo, e que assegura a sua qualidade, os estudos de bioequivalência constituem a peça fulcral para a avaliação de um medicamento genérico.

6 - Quando pode ser lançado um medicamento genérico?

A patente de um medicamento garante ao seu proprietário um período de exclusividade para comercialização e exploração do seu produto. Esse período é actualmente de 20 anos podendo ser prolongado por mais 5 anos, através de um certificado de protecção suplementar. Após esse período pode ser lançado o medicamento genérico.

7 - O que são medicamentos “Cópia”?

Em Portugal, só depois de 1995, com o Decreto-Lei n.º 16/95, de 24 de Janeiro, que aprovou o Código da Propriedade Industrial, foi possível proteger produtos químicos e farmacêuticos como tais. Ou seja, até aquela data não eram patenteáveis em Portugal nem as substâncias activas nem as composições (associações) de substâncias activas que estavam na base dos medicamentos. Pelo contrário, apenas eram susceptíveis de protecção os respectivos processos de fabrico. Era a famosa distinção, então corrente, entre “patente de processo” versus “patente de produto”. Com esse regime legal, bastava que se encontrasse um processo ou método alternativo de fabrico da substância activa para se poder produzir um medicamento com essa mesma substância activa, ainda que muito recente. Para que fosse autorizada a comercialização do medicamento pelas Autoridades de Saúde, era necessário fornecer dados bibliográficos sobre a substância activa (eficácia e segurança) e a descrição do método de fabrico (da substância activa e do medicamento). Aos medicamentos que apareceram no mercado por esta via chamam-se vulgarmente “cópias”, não lhes tendo sido exigido que demonstrassem bioequivalência com o medicamento de referência. Em 2003 foi publicada legislação que definia as regras para a conversão dos medicamentos “cópia” a medicamentos genéricos através da demonstração de bioequivalência com o medicamento de referência. Assim, os medicamentos “cópia”, ainda existentes no mercado são detentores de AIM anterior a 2003.

8 - O que pode atrasar a entrada de um medicamento genérico no mercado?

Uma das barreiras ao lançamento de medicamentos genéricos relaciona-se com a questão das patentes. O chamado “evergreening” consiste no registo de novas patentes sobre uma substância activa que já se encontra no mercado e que enfrenta o fim da sua protecção e a sua finalidade é prolongar o período de protecção de patente. As modificações efectuadas são apresentadas como inovadoras, mas, na realidade, podem não ser mais do que simplesmente uma nova formulação. O impedimento da colocação do medicamento genérico no mercado, imediatamente após a queda da patente, traduz-se em elevados custos para os utentes e para os sistemas de saúde.

GLOSSÁRIO

ABSORÇÃO

Fase farmacocinética em que decorre a progressão da substância do local onde foi administrada até à circulação sanguínea.

AFP

Associação das Farmácias de Portugal.

AIM: AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Esta autorização (a que corresponde um número inscrito nas embalagens dos medicamentos) é concedida pelo INFARMED, após análise e aprovação do dossier de registo de cada medicamento.

AMBULATÓRIO

Terapêutica que não exige internamento; consultas abertas ao exterior.

ANAMNESE

Momento da consulta médica em que o médico ouve o paciente e regista os sintomas.

ANF

Associação Nacional de Farmácias.

APIFARMA

Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica.

APOGEN

Associação Portuguesa do Medicamento Genérico.

BIODISPONIBILIDADE
Refere-se à velocidade e à quantidade com que uma substância activa (parte da molécula que produz o efeito terapêutico), é absorvida pelo organismo, a partir de uma determinada forma terapêutica (comprimidos, cápsulas, injectáveis, supositórios, etc.).
BIOEQUIVALÊNCIA
Considera-se que dois medicamentos são bioequivalentes quando contêm a mesma quantidade do mesmo principio activo e a mesma dosagem, produzindo igual efeito biológico e sem modificação significativa do seu efeito terapêutico.
BOAS PRÁTICAS DE FABRICO
É um conjunto de boas normas de produção que são aplicadas às indústrias que ficam sujeitas a inspecções e auditorias regulares.

CERTIFICADO COMPLEMENTAR DE PROTECÇÃO PARA MEDICAMENTOS (SPC)
Período que medeia entre a data do pedido da patente do medicamento e a data de autorização administrativa de introdução no mercado (AIM) do mesmo medicamento tem vindo a tornar-se cada vez maior. Isto reduz o tempo de protecção efectiva do medicamento e, alega-se, a possibilidade de amortizar investimentos. Soluções: ou se amplia a duração das patentes de medicamentos ou se cria um título autónomo que prolongue o tempo de exploração em exclusivo, do medicamento (certificado complementar). Assim, o certificado complementar de Protecção de Medicamentos (SPC) pode definir-se como um título nacional que protege por um período complementar o próprio medicamento colocado no mercado ao abrigo de uma patente que entretanto caducou. Este certificado é válido a partir da data do termo da patente e por um período equivalente ao tempo decorrido entre a data do pedido de patente e a data de AIM do medicamento, menos 5 anos, não podendo por sua vez ter um período de validade superior a 5 anos. O Certificado é pedido ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial no prazo de 6 meses a contar da AIM.
CONTROLO DE QUALIDADE
Processo de organização, documentação e procedimento de controlo que certificam que todos os materiais utilizados no fabrico de um medicamento têm qualidade satisfatória. Os medicamentos só podem seguir para distribuição e venda depois do controlo de qualidade.

DADOS DE SEGURANÇA PRÉ-CLÍNICOS
Resultados de testes feitos previamente em animais ou “in vitro”, que garantem um nível de segurança mínimo antes da utilização do medicamento em seres humanos.
DENOMINAÇÃO COMUM INTERNACIONAL (DCI)
Designação adoptada ou proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para substâncias activas de medicamentos, de acordo com as regras definidas, que não pode ser objecto de registo de marca ou de nome, conforme lista publicada.
DISTRIBUIÇÃO
Momento em que o princípio activo circula no organismo até chegar ao local de acção.

EFEITO PLACEBO
Sintoma ou mudança de condição quando se toma uma substância sem função ou um procedimento que não acarreta mudanças no organismo directamente (placebo).
EFEITOS INDESEJÁVEIS
Problemas de saúde causados pela utilização do medicamento.
EFEITOS SOBRE A CAPACIDADE DE CONDUÇÃO E UTILIZAÇÃO DE MÁQUINAS
Interferência do efeito de um medicamento com a condução de veículos e a utilização de máquinas.
EFPIA
European Federation of the Pharmaceutical Industries and Associations (Federação Europeia das Indústrias Farmacêuticas e suas Associações).
EGA
European Generic Manufacturers´ Association (Associação Europeia dos Produtores de Medicamentos Genéricos).
EMEA
European Medicines Evaluation Agency (Agência Europeia de Avaliação dos Medicamentos). Agência responsável pelo gestão dos recursos científicos dos Estados Membros, de forma a avaliar o controlo dos medicamentos de uso humano e veterinário.
ENSAIO CLÍNICO
Estudo sistemático do medicamento, aplicado ao ser humano (pacientes ou voluntários saudáveis), para determinar a sua segurança e eficácia. O ensaio clínico pode ser usado para satisfazer diferentes objectivos: testar os efeitos de um princípio activo, observar os seus efeitos indesejáveis, ou estudar a sua absorção, distribuição e excreção.
EQUIVALENTES FARMACÊUTICOS
Medicamentos com a mesma quantidade do mesmo princípio activo, na mesma forma farmacêutica, e que obedecem às mesmas especificações.
EQUIVALENTES TERAPÊUTICOS
Medicamentos com o mesmo princípio activo ou entidade terapêutica, e com a mesma segurança e eficácia do medicamento original.
ESPECIALIDADE FARMACÊUTICA
Medicamento introduzido no mercado com preparação e nome próprios.
EXCREÇÃO
Etapa farmacocinética em que o organismo elimina a porção do princípio activo não utilizado.

FARMACOCINÉTICA
Destino da substância no organismo, o qual abrange a sua absorção, distribuição, metabolização e excreção.
FARMACODINÂMICA
Alterações causadas pela substância nas funções dos sistemas fisiológicos, quer estas sejam normais, quer experimentalmente modificadas.
FARMACOVIGILÂNCIA
Recolha meticulosa de informação de reacções adversas no ser humano, resultantes da utilização de medicamentos e posterior avaliação científica dessa informação.
FOLHETO INFORMATIVO
Documento obrigatório que surge dentro da embalagem do medicamento, com informação útil ao paciente. Contém as mesmas informações do resumo das características do medicamento, mas com uma linguagem mais acessível ao utente. Toda a informação apresentada no folheto informativo tem a aprovação prévia do Infarmed.
FORMA FARMACÊUTICA
Fórmula final dos princípios activos, após serem submetidos às operações farmacêuticas necessárias para facilitar a sua administração e provocar o efeito terapêutico pretendido.

GARANTIA DE QUALIDADE
Certificação de que os medicamentos têm a qualidade exigida para a sua finalidade.
GRUPO HOMOGÉNEO (GH)
Conjunto de medicamentos com a mesma composição qualitativa e quantitativa em substâncias activas, forma farmacêutica, dosagem e via de administração, no qual se inclua, pelo menos, um medicamento genérico existente no mercado.

HEMODINÂMICA
Relacionado com o fluxo de sangue no corpo.

INCOMPATIBILIDADES
Lista de substâncias que podem interferir com o medicamento, se forem administradas antes ou logo após este ser introduzido no organismo.
INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS
Informação sobre as situações em que pode e deve ser utilizado determinado medicamento e quais os benefícios da sua utilização.
INFARMED
Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento. Instituto do Ministério da Saúde que faz a avaliação, controlo e regulamentação de todas as acções relacionadas com medicamentos de uso humano e veterinário.
INJECTÁVEL PERF.
Injectável perfusão.
INTERACÇÕES MEDICAMENTOSAS E OUTRAS
Efeitos da toma de vários medicamentos diferentes ao mesmo tempo, ou reacção provocada pela toma de um medicamento e pela ingestão de certos alimentos.

LICENÇA
Cedência temporária dos direitos da patente. A licença pode ser total ou parcial, em parte ou em todo o território nacional, por tempo total ou inferior à sua duração.
LIQ. ORAL
Líquido oral.
LISTA DE EXCIPIENTES
Substâncias que compõem o medicamento, para além do princípio activo. Devem estar enumerados no folheto informativo e no rótulo.

MG
Micrograma.
MATÉRIA-PRIMA
toda a substância, activa ou não, que se emprega na produção de um medicamento, quer permaneça inalterável quer se modifique ou desapareça no decurso do processo de fabrico.
MEDICAMENTO
toda a substância ou composição que possua propriedades curativas ou preventivas das doenças e dos seus sintomas, do homem ou do animal, com vista a estabelecer um diagnóstico médico ou a restaurar, corrigir ou modificar as suas funções.
MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA
Medicamento cujo princípio activo foi autorizado e comercializado pela primeira vez no mercado. Tem por base documentação completa, com resultados de ensaios químicos, biológicos, farmacêuticos, farmacológicos, toxicológicos e clínicos.
MEDICAMENTO ESSENCIALMENTE SIMILAR
Medicamentos com a mesma composição qualitativa e quantitativa em substâncias activas, sob a mesma forma farmacêutica e para o qual, sempre que necessário, foi demonstrada bioequivalência com o medicamento de referência, com base em estudos de biodisponibilidade apropriados.
MEDICAMENTO GENÉRICO (MG)
De acordo com o Decreto-Lei n.º 242/2000, de 26 de Setembro, o medicamento genérico tem de reunir as seguintes condições: a) ser essencialmente similar de um medicamento de referência; b) tenham caducado os direitos de propriedade industrial relativos às respectivas substâncias activas ou processo de fabrico; c) não invoquem a seu favor indicações terapêuticas diferentes relativamente ao medicamento de referência.
MEDICAMENTO ORIGINAL/ORIGINADOR/OU DE REFERÊNCIA
É um medicamento que foi desenvolvido por um Laboratório para ser utilizado no tratamento de uma doença. A investigação e o desenvolvimento da molécula apropriada, levada a cabo por um laboratório, depois de aprovada e registada, passa a ser comercializada pelo mesmo laboratório ao abrigo de uma patente. Durante o período de vigência de protecção dessa patente, o laboratório detém o monopólio da sua comercialização.
MEDICAMENTO “DE MARCA”
Medicamento identificado por um nome de fantasia.
METABOLIZAÇÃO
É a fase farmacocinética durante a qual o organismo promove reacções químicas ou biológicas com a substância activa, por forma a activá-la, inactivá-la ou reduzir a sua toxicidade.
MG
Miligrama
ML
Mililitro

NOME GENÉRICO
Designação pela qual a substância activa de um medicamento é conhecida, que não corresponde a uma DCI aprovada ou reconhecida, e que não é objecto de registo de marca ou de nome.

PATENTE (DE UM MEDICAMENTO)
Documento que concede ao autor os direitos exclusivos de explorar o medicamento criado por um determinado período de tempo. A patente impede outros de fabricar, utilizar ou vender o medicamento sem a permissão do autor no território onde a patente foi emitida.
POSOLOGIA E MODO DE ADMINISTRAÇÃO
Determina em que quantidade e com que frequência o medicamento deve ser administrado e como este deve ser introduzido no organismo.
PR
Preço de Referência.
PRAZO DE VALIDADE
Período durante o qual está assegurada a capacidade do medicamento exercer plenamente a sua função.
PREÇO DE REFERÊNCIA
Valor sobre o qual incide a comparticipação do Estado no preço dos medicamentos incluídos em cada um dos grupos homogéneos, de acordo com o escalão ou regime de comparticipação que lhes é aplicável.
PREÇO DE VENDA AO PÚBLICO
Preço autorizado pelo Estado para a venda ao público; é aplicado a todos os medicamentos e concedido pela Direcção Geral do Comércio e da Concorrência (DGCC).
PVP
Preço de venda ao público

RE
Encargo para o utente do regime especial (pensionistas com pensão não superior ao salário mínimo nacional).
REACÇÃO ADVERSA
Qualquer resposta prejudicial e não desejada a um medicamento que ocorre com doses habitualmente usadas para profilaxia, diagnóstico ou tratamento ou para modificação de funções fisiológicas e em que existe uma suspeita de nexo de causalidade entre a ocorrência adversa e a utilização do medicamento.
RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO (RCM)
Documento que veicula a informação imprescindível para o perfeito conhecimento dos benefícios e dos riscos associados à utilização do medicamento e que, por ser redigido utilizando termos eminentemente técnicos, se destina a ser utilizado por profissionais de Saúde. A informação aí veiculada é controlada pelas autoridades de Saúde e não pode ser modificada sem o seu consentimento prévio.
RG
Encargo do utente do regime geral.

SOBREDOSAGEM
Problemas de saúde que podem surgir no caso de se utilizar uma quantidade excessiva do medicamento e como é que estes problemas podem ser controlados.
SUBSTÂNCIA ACTIVA
Toda a matéria de origem humana, animal, vegetal ou química, à qual se atribui uma actividade apropriada para constituir um medicamento.

TX. COMP.
Taxa de Comparticipação.

UTILIZAÇÃO EM CASO DE GRAVIDEZ E LACTAÇÃO
Enumeração dos riscos que correm as mulheres grávidas ou os fetos se o medicamento for tomado durante a gravidez e que riscos correm os bebés se as mães tomarem o medicamento durante o período de amamentação.

LINKS EXTERNOS ÚTEIS

CÓDIGO DE CONDUTA
ENTIDADES OFICIAIS NACIONAIS

Apifarma
http://www.apifarma.pt/

APOGEN
http://www.apogen.pt/

DGAE – Direcção-Geral das Actividades Económicas
http://www.dgae.min-economia.pt/

INFARMED – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I. P.
http://www.infarmed.pt/

LEF
http://www.lef.pt/

Ministério da Saúde
http://www.min-saude.pt/

Ministério da Economia
http://www.min-economia.pt/

Ordem dos Enfermeiros
http://www.ordemenfermeiros.pt/

Ordem dos Farmacêuticos
http://www.ordemfarmaceuticos.pt/

Ordem dos Médicos
http://www.ordemdosmedicos.pt/

ENTIDADES OFICIAIS INTERNACIONAIS

ADA – Amercican Dietetic Association
http://www.eatright.org

AMA – American Medical Association
http://www.ama-assn.org/

ASPEN – American Society of Parenteral and Clinical Nutrition
http://www.nutritioncare.org

EFPIA – European Federation of Pharmaceutical Industries Associations
http://www.efpia.org

EGA – European Generic Medicines Association
http://www.egagenerics.com/

EMEA – The European Agency for the Evaluation of Medicinal Products
http://www.emea.europa.eu/

ESPEN – European Society for Clinical Nutrition
http://www.espen.org

European Patent Office
http://www.epo.org/

European Patent Office
http://www.european-patent-office.org/

ESRA – European Society of Regulatory Affairs
http://www.esra.org/

FDA – Food and Drug Administration
http://www.fda.gov/

União Europeia – Direcção Geral da Empresa (Medicamentos e Cosméticos)
http://pharmacos.eudra.org

WHO – World Health Organization (Organização Mundial de Saúde)
http://www.who.int/

SOCIEDADES MÉDICAS

FPC – Fundação Portuguesa de Cardiologia
http://www.fpc.pt

Sociedade Portuguesa de Farmacologia
http://www.ff.up.pt

Sociedade Portuguesa de Imunologia
http://www.spimunologia.org

Sociedade Portuguesa de Reumatologia
http://www.spreumatologia.pt

SPAIC – Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica
http://www.spaic.pt

SPC – Sociedade Portuguesa de Cardiologia
http://www.spc.pt

SPDI – Sociedade Portuguesa de Doenças Infecciosas
http://www.spdi.org

SPED – Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva
http://www.sped.pt

SPG – Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia
http://www.spg.pt

SPP – Sociedade Portuguesa de Pneumologia
http://www.spp.pt

SPCNA – Sociedade Portuguesa de Ciências da Nutrição ou Alimentação
http://www.spcna.pt

SPD – Sociedade Portuguesa de Diabetologia
http://www.spd.pt

SPEDM – Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo
http://www.spedm.org/

ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS

APFH – Associação Portuguesa de Farmacêuticos Hospitalares
http://www.apfh.pt

APMCG – Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral
http://www.apmcg.pt

APNEP – Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica
http://www.apnep.pt

Associação Nacional de Farmácias
http://www.anf.pt

Associação Portuguesa de Nutricionistas
http://www.apn.org.pt

Associação Portuguesa de Economia da Saúde
http://www.apes.pt

Associação Portuguesa de Dietistas
http://www.apdietistas.pt

FNAM – Federação Nacional dos Médicos
http://www.fnam.pt

ASSOCIAÇÕES DE DOENTES

ADEB – Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares
http://www.anea.org.pt/

ADEXO – Portal da Obesidade
http://www.adexo.pt/

A.N.E.A. – Associação Nacional da Espondilite Anquilosante
http://www.anea.org.pt/

ANDAI – Associação Nacional de Doentes com Artrites e outros Reumatismos da Infância
http://www.andai.org.pt/

ANDAR – Associação Nacional dos Doentes com Artrite Reumatóide
http://www.andar-reuma.pt/

APA – Associação Portuguesa de Asmáticos
http://www.apa.org.pt/

APDP – Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal
http://www.apdp.pt/

APFADA – Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer / Alzheimer Portugal
http://www.alzheimerportugal.org/

Comunidade de Diabetes
http://www.comunidadediabetes.com.pt/

LPCDR – Liga Portuguesa contra as Doenças Reumáticas
http://www.lpcdr.org.pt/

LPCE – Liga Portuguesa Contra a Epilepsia
http://www.lpce.pt/